A Escolha de Neo

Eu li a Escolha de Sofia antes de ter visto o filme. E li antes de ter idade e maturidade pra entende-lo melhor.

Quando eu vi o filme eu não fiquei tão impressionado como todo mundo fica. E eu achava a Meryl Streep muita da feia. Veja como eu era tonto.

Dai eu nunca cito a Escolha de Sofia quando eu estou diante de um dilema ou de uma escolha.

Eu sempre penso no Neo e nas pilulas vermelhas e azuis.

A Escolha que Sofia  fez  tem uma pegadinha. Porque ela sempre acaba perdendo tudo qualquer que seja a decisão.

A escolha do Neo é mais pragmatica: No que acreditar, naquilo que os meus olhos veem ou naquilo que o meu instinto de preservação diz ?

E ai o filme vai dando esse baile na gente o tempo todo. Pra gente não acreditar no que a gente vê. Porque os nossos olhos podem ser enganados. E tem aqueles efeitos absurdos. Mas que naquele mundo acaba dando certo.

E dai o Neo tenta atravessar um predio com um salto e não acredita naquela papagaiada  e acaba se esborrachando no chão. Um dos personagens pergunta: e agora acontece o quê ? Nada, um outro diz.

E dai a Trinity entrega a chave do segredo. É preciso acreditar com o coração. Porque mesma que você não saiba qual pilula tomar e nem qual filho salvar estar em paz com o seu coração  é o que te salva das escolhas e caminhos errados.

 

O mundo a minha volta berra e vomita bile dizendo que as pessoas não prestam. Que elas mentem enganam e são más.

 

O meu coração diz que o mundo ainda pode ser salvo. Dai eu fico meio assustado porque eu lembro que o mundo é grande e todas essas pessoas ruins moram nele.

Dai eu lembro de uma coisa que eu aprendi em um outro filme:  ” Quem salva uma vida, salva um mundo inteiro “

 

Eu não consigo salvar a vida de ninguém e nem do mundo inteiro. Então eu salvo a minha vida e o mundo inteiro acaba sendo salvo.

 

Não vou odiar.

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9 comments on “A Escolha de Neo

  1. Nem tem porque odiar, meu amigo…
    O que importa é que você foi você mesmo, foi fiel aos seus sentimentos e ao seu coração.
    Tem aquela linda frase do Lennon/McCartney: the love you give is equal the love you make.
    Se o outro lado enganou, ou fez pouco, ou ainda, é doente, não importa.
    Também não vou odiar.
    beijo
    @marinha

  2. Vc é mt mais do que qualquer doente que possa ter tentado te ludibriar, vc tem AMIGOS verdadeiros que te amam pelo que você é e não pelo que você diz ser. Te amo de olhos fechados e confio minha vida à você.

    Tô aqui SEMPRE por que voce precisar. Te amo.

  3. Você fez a escolha mais difícil e eu daqui te aplaudo, pois também escolhi essa. O que importa esse final melodramático se durante todo o percurso as palavras ditas e escritas eram tão repletas de beleza e paz?
    Optei pelas lembranças e por seguir em frente, com um pé atrás sempre…

  4. Engraçado a dicotomia dos sentimentos…primeiro eu fiquei perplexa. Cruzes! Não queria acreditar! Depois veio a raiva…raiva da pessoa de ter nos enganado e raiva de mim mesma por ter me deixado enganar! Mas depois veio as lembranças das conversas animadas pela net, das piadas alegres, dos textos tão maravilhosamente bem escritos, das lições dadas, das mudanças conscientes de opinião…e me deu uma profunda tristeza porque queria que tudo fosse tão real! E voltei cabisbaixa pro meu mundo pensando em forma até depressiva: Queria tanto que a pessoa em si realmente existisse pois aquele mundo para mim era mesmo mais bonito.

    Uma pena!

    Bjs

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