Facebook

A minha amiga sempre falava desse cunhado mala que ela tinha. Sobre o quão inconveniente era a criatura. Essa minha amiga é uma flor de pessoa. E pra ela falar dele dessa forma era porque o troço era feio mesmo.

 

Dai eu o conheci. Ele tava na cozinha fazendo uma massa e ao nos ver chegar logo disparou “ Vocês não vão almoçar aqui, eu não fiz comida pra esse tanto de gente” A gente tinha acabado de vir do restaurante, ninguém tava interessado na gororoba que ele tava fazendo e a casa era da minha amiga e não dele, portanto ele não tinha nada que convidar ou desconvidar quem quer que fosse pra almoçar.

 

 

Logico que eu não falei nada porque até eu que sou grossíssimo tenho uma ou outra noção de civilidade.

Fomos pra varanda tomar sorvete e nisso ele já tinha feito mais dois comentários desagradáveis pra mim um completo estranho.

No terceiro comentário que ele fez quando eu coloquei a taça na pia e ele disse que não era pra colocar ali e sim em outro lugar eu fui OBRIGADO a lembrá-lo que a dona da casa tinha dito pra eu colocar ali e que no dia que eu fosse na casa dele o que era pouco provável ele poderia colocar qualquer regra que ele quisesse que eu seguiria.

Eu tenho a impressão que 90% das pessoas do facebook são em essência esse cunhado mala. Por que ele se acha uma pessoa descolada e legal. Que entende de sistemas de navegação em java e me chamou de ignorante porque eu não reconheci o cheiro de tomilho que ele tava colocando no macarrão.

E as pessoas do facebook tão nessa. De se acharem descoladas, inteligentes e legais. E dai passam por cima de qualquer regra de civilidade a pretexto da “ liberdade de expressar o meu pensamento”.

E que pensamento é esse Evaristo ? Só o esgoto humano Sandra !

E um pouco brochante ver que a plataforma de interação social que o mark zuckerberg criou por ele não fazer a minima ideia de como interagir com humanos se tornou o ninho de pessoas que assim como ele não tem ideia de como interagir com humanos são ainda por cima racistas, homofóbicos, machistas é classistas.

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8 comments on “Facebook

  1. Ai, Gil, nem me fala.. gostei muito desse teu texto e, tentei fazer o exercício que tu faz (de olhar pra dentro). E não cheguei a nenhuma conclusão, ahahaha. Mas sei te dizer que eu me sinto agredida um tantão assim no fb (………………………………..). São piadas rasteiras, grosserias gratuitas, deboches desnecessários. Por esse motivo, acabei transformando o meu facebook… deixei ele mais parecido com o meu twitter: adiciono pessoas por interesses comuns (conhecendo-as ao vivo ou não).
    Meu finado orkut servia pra adicionar pessoas que eu conhecia ao vivo… o resultado desse tipo de mídia social associada as pessoas que a gente conhece é simples: a gente descobre que não gosta de várias facetas das pessoas com as quais a gente convive.
    Um beijo bem grande!

  2. O meu facebook talvez seja única ilha de excelência da minha vida virtual. Isso porque só coloquei lá quem eu realmente gosto e converso. Não coloquei família e nem colegas de trabalho só por obrigação. Estou perdendo todas as fotos da filha de uma colega de trabalho que é uma fofa, mas com certeza ia querer discutir por horas os direitos do feto no facebook e me perguntar: “mas bia, é fácil ser a favor do aborto já que você nasceu”. Foi uma boa decisão. O meu esgoto a céu aberto é o twitter, pois a quantidade absurda de gente aleatória que me manda replys é incrível.

    E também acho que rola uma falta de educação generalizada, bem no estilo do cunhado mala. Gente que quando você diz que não vai mais responder a pessoa no seu blog, vai te encher o saco no twitter e haja block.

    • Acho que o caminho é esse né ? gostar e conversar de verdade. Mas eu nem tenho problema com gente que eu não gosto e não converso. O ruim é gente mal educada mesmo. Geral perdeu o comofass da civilidade.

  3. O fb me dá uma vergonha gigantesca de certas pessoas. Eu quase arrumei encrenca porque uma colega que foi fazer doutorado fora, 4 anos, com bolsa do Brasil, passagem paga e etc., colocou um daqueles textos dizendo que o governo dá camisinha, pílula do dia seguinte, bolsa família (claro, a maior ofensa à classe média) e no fim concluía com um “se você estudar o governo te dá o que?”. Quase tive uma síncope. Mas aí, vale a pena encrencar? Porque eu também não quero gastar minha energia com isso. Então, diante de toda essa falta de educação, como proceder? Eu não sei.

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