Um Dia – David Nicholls

Foi tão legal e vocês não fazem ideia…

É o segundo livro que leio com o “pessoal”. O primeiro foi Maurice. E eu fiquei TÃO FELIZ porque ela participou, comprou o livro e leu também.

Este agora, pois bem, lemos para infernizá-la, ela que quase morreu de chorar. Então tudo aconteceu: fizemos clube de leitura (e tenho vontade de postar todos os comentários aqui, porque tudo foi muito bacana) e entre uma fofoca e outra demos conta do ler o tal livro.

Sempre fico meio apreensivo em momentos como estes. O medo de perder algo que é considerado pelos outros (amigos leitores) como fundamental. Por que, em geral, não curto muito o protagonista das histórias e acabo sempre ficando meio ali, noutros caminhos, pelas beiradas.

E eu gostei bastante do Dexter e da Emma. Mais do Dexter no começo. E mais da Emma no final.

Diria que costumo me identificar com pessoas que “cagam” as coisas por não saber como agir… acredito que este também sou eu. O que achei interessante (para ressaltar aqui) foi que a relação deles, antes de virar casamento, era o tipo de relação AINDA mais rara e preciosa que o próprio. Era uma genuína relação de amizade. E eu não sei por que as relações de amizade são sempre contadas como menores do que histórias de amor…

A gente tem TODAS essas fases do amor romântico na amizade. Do fascínio pela pessoa, de frio na barriga com medo de errar, de investir nas qualidades, de aprender a perdoar os defeitos, só que ninguém transa e, então,  achamos (e acreditamos nisso) que amores sem “trepadas” são mais descomplicados, não é mesmo?

Sabemos que amar alguém verdadeiramente e não “trepar com essa pessoa é que é difícil.

O que eu achei interessante na trajetória deles e que eles trocaram de papel. A Emma era aquela para quem a vida era um peso aos 20 anos, ressentia-se da liberdade de opção e escolhas do Dexter,
era ferina com ele por achá-lo melhor que ela. Depois isso se inverte. E  Dexter que afastava Emma porque ela o lembrava desse seu eu  meio perdido bem antes  dos trinta. Veja bem a enfática: é TÃO doloroso quando alguém nos lembra da pessoa que nós já prometemos ser um dia.

O melhor momento pra mim foi a carta. Que o Ian escreveu. Aquele tipo de pessoa que eu queria ser. Porque é o tipo de coisa que mais me comove. Generosidade. Talvez porque eu não seja uma pessoa generosa. Ou talvez porque esse seja um valor meio menosprezado. Enfim, me comove.

E eu vou dizer pra você LER o livro. Mas só leia como eu li. Cercado de pessoas queridas. Porque a gente carrega essas duvidas todas, não é.  Dúvidas que Dexter e a Emma também tinham. E as vezes a gente crê que não vai dar conta. Nem de ler o livro. Que dirá em dar certo na vida.

E essas pessoas queridas servem pra nós dizer isso: Relaxa Hermione, você se preocupa demais.

Com amor pra Grazi, Tina, Verô, Deborah, Giu, Terla, Lu.  Obrigado meninas.

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9 comments on “Um Dia – David Nicholls

  1. O que vc falou sobre a amizade eu achei muito bacana. Eu não tinha me atentado a isso enquanto lia o livro. Mas acho que, se a gente parar pra pensar, talvez ele tenha sido narrado da maneira como a coisa foi pra eles em muitos momentos: eles se focavam tanto no lado da tensão sexual e de um envolvimento amoroso que a amizade ia se desenrolando às vezes como um pano de fundo. E é exatamente isso o que a gente acaba fazendo nas nossas vidas também, como vc disse.

    Foi uma delícia ler o livro com vcs! Que venham muitos outros!

  2. ❤ Muito amor por você e sua análise certeira do livro. Comovi demais com tudo isso. Obrigada por dizer o que eu senti e não consegui expressar.

    Beijo.

    • Nhooooim! Eu também curti a carta do Ian, foi a única hora do livro em que realmente chorei. Porque foi inesperada, embora, na verdade, não devesse ser – o Ian era um cara legal.

      E achei o final bacana, porque fala da vida que segue depois do “felizes para sempre”, que de “para sempre” tem muito pouco. E pode inclusive ser trágico.

  3. Não sei se acho o lance da carta como um ato de generosidade. Penso naquele momento, no Ian escrevendo a carta e buscando desesperadamente um pouco mais da Emma e destinando a carta a única pessoa que poderia dar a ele esse pouco a mais. E sobre a amizade, nossa quero que vc venha aqui em casa pra gente virar a noite divagando sobre.
    Obrigada a todos/as, amei tb ler o livro assim, de turminha ❤

    • veja bem. compartihar e um ato de generosidade. E o Ian tinha todos os motivos do mundo pra se fechar em copas e nao dar JUSTAMENTE pro dexter o gostinho de saber o quanto ele amou a emma. Mas ele foi lá e PAM tá aqui ô também amei e tambem to sofrendo. isso e ser corajoso. e generoso. Mas a deborah fechou a questao acho. O ian era um idiota. e em geral os idiotas sao pessoas muito boas.

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