Dia 24 – Melhor Par Romântico

 

Jack Twist e Ennis Del Mar.

 

Em  seu segundo filme ,O Banquete de Casamento de 1993 Ang Lee já mostrava um olhar terno e delicado pra homossexualidade. Nos filmes seguintes ele foi contando historias de personagens as voltas com impasses emocionais. Até mesmo em O Hulk o mais maistream de seus filmes esses elementos estão presente: o isolamento e a impossibilidade de manter afetos.

No conto O Segredo  de Brokeback Mountain Annie Proulx se utilizou de uma linguagem direta, dura e cortante como aquela falada por seus personagem. Na adaptação de Ang Lee essa linguagem direta foi trocada pelo silencio e contemplatismo proprio do diretor.

Chegamos ao fim aos personagens propriamente ditos.

Coube ao australiano Heath Ledger o mais dificil dos personagens. Na mão de outro ator a inabilidade emocional de Ennis Del Mar cairia facilmente na caricatura. Com ele ficou facil para nós vermos toda a docura que se escondia em Ennis e do porque o solar e esperançoso Jack Twist ficou de mais de 20 anos a sua espera. Jake Gyllenhaal nunca esteve tão bonito como nesse filme. Seu sorriso e os imensos olhos azuis esverdeados combinaram a perfeição com o caloroso Jack Twist.

As cenas dos dois juntos são de encher os olhos pela beleza dos atores e pela intimidade e familaridade que a camera de Ang Lee muito bem sabe captar.

O filme é todo muito triste e doloroso. Daqueles filmes onde o amor e acima de tudo sofrer privações em prol do amado. Que amar também e renunciar. E que nunca há um final feliz quando se conta a historia de uma tragedia.

No silencio e na fria montanha os dois se amam. Depois a realidade destroi esse amor ao poucos. Até restar apenas as duas camisas num armario  e um pedido de perdão 20 anos depois e que já não significava nada  para nenhum dos dois.

Ai Ennis, assim você me mata do coração porque  esperou tanto ?

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3 comments on “Dia 24 – Melhor Par Romântico

  1. Um dos finais de filme que mais sofri assistindo. E olha que não sou muito bobo pra chorar com filme não, por incrível que pareça. 😛
    A história precisa me tocar, tocar em algo que eu tenha receio de enfrentar na vida, algo que eu sei que se me acontecesse, quase me destruiria. A culpa pelo arrependimento, pelo tempo perdido, pelos momentos não vividos, pela vida desperdiçada.
    Vivemos como se tivéssemos todo o tempo do mundo, como se não fossemos mortais. Nos enganamos e fingimos que estamos driblando a morte e sua inevitável chegada.
    Quem já assistiu Six Feet Under (desculpa, mas tenho que comentar), sabe exatamente como a morte e a brevidade da vida são coisas reais, praticamente palpáveis. Mas tapamos os olhos na esperança de que elas deixem de existir. Essa semana assisti a season finale de Six Feet Under e olha, que final hein. To emocionado e admirado até agora em como Allan Ball conseguiu colocar nos 6 minutos finais todos esse conceitos de vida e morte tão claros e embalados pela incrivel musica Breathe Me da Sia.
    A vida é curta e devemos vive-la na sua totalidade, todos sabemos, todos tentamos. Mas quem não tem medo, receio, raiva ou curiosidade sobre a morte?
    A morte é uma coisa justa? Não, na minha opinião não é.

  2. Eu amo esse filme, é daqueles que vai ficar pra sempre e sempre, porque nos chega em temas tão absolutos: a espera, a aceitação, a dúvida, a entrega, o amor. A Angústia. A perda. Ele dói, Ele inspira.

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