Espelho

Eu vi no twitter ao longo dos últimos meses a TL que é noveleira entre muitas outras coisas, reclamando da ruindade da novela Fina Estampa e da caricatura do personagem Crô.

Eu não vi a novela. Vi pouquissimas cenas do Marcelo Serrado como Crô, mas conhecendo a mão pesada de Aguinaldo Silva pra personagens gays caricaturais sou forçado a acreditar na minha TL.

E dai a gente sempre volta ao mesmo tema. De como a TV Brasileira tem dificuldade em desenvolver personagens gays que não sejam caricaturais. Eu não sou estudioso do tema. E sei que há exceções, mas no geral os personagens gays sempre são motivos de riso e entretenimento.

O Bruno outro dia tocou num tema interessante sobre como isso nós afeta de maneira que nem nos damos conta. Não temos personagens espelhos. Não conseguimos nós colocar nas historias que vemos porque em geral não estamos lá representandos.

Sei que temos um longo caminho pela frente ainda. Haja visto que ate mesmo uma troca de afeto por mais discreta que seja é vista como indução a homossexualidade. Sempre tenho vontade de pedir pra essas pessoas pra me mostrarem um gay que virou hetero depois de ver os mais de sessentas anos de beijos heteros na TV. Mas me calo porque não quero ser desagradavel.

Eu dei essa volta toda unicamente pra falar de uma das series que eu mais tenho tido prazer em assistir atualmente: Smash.

A série e sobre os bastidores de uma produção musical que pretende contar a vida de Marilyn Monroe.

Por se passar no universo teatral e musical a série tem uma variedade bem significativa de personagens gays. São cinco. Sendo um deles um dos vários protagonistas da história. E esses personagens não são caricaturais. São pessoas do meio teatreal como as demais. Com seus amores, rancores, vaidades, sonhos e esperanças. Vamos a eles.

 

Tom – pianista

é um dos compositores musicais mais bem sucedidos de Nova York. Junto com a dramaturga Julia fez várias peças de sucesso e os dois tiveram a idéia de fazer o musical. Ele quer como Marilyn sua amiga de longa data Ivy. Nesse meio tempo ele desenvolve um romance com o advogado Jonh.

 

John – Advogado.

Rico, bonito e bem sucedido fica encantado com o talento e a criatividade de Tom. Ele fica fascinado não só por Tom mas pela pessoas e o mundo que o cercam. Bem diferente do ordeiro e careta mundo coorporativo em que vive. Passa a ser advogado da família de julia.

 

Dennis – Dançarino.

Era dançarino de uma outra peça de Tom e vem para o novo musical junto com Ivy. Bonito e discreto, tenta um encontro com Tom que não dá em nada.

 

 

 

 

Bobby – Dançarino.

É o mais alegre e afetado dos cinco. Espontâneo e carismativo vive fofocando e flertando. Se torna grande amigo de Karen a rival de Ivy no papel de Marylin.

 

 

 

 

 

Sam- Dançarino.

Amigo de infancia de Ivy gosta de futebol e boliche. Seu jeito hetero e masculino incomodam muito a Tom. O mais engraçado e que ele está TENTANDO flertar com Tom falando sobre esportes. Deve ser o grande rival de Jonh na disputa por Tom.

 

 

 

E se nada disso for capaz de conquistar seu interesse pense que  série ainda tras a maravilhosa Angelica Houston num papel divertido.

 

 

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One comment on “Espelho

  1. Concordo com você quanto a maneira caricata que os personagens gays são sempre apresentados, más acho que isso é apenas uma ferramenta que os autores e atores usam para que os personagens se sobressaiam. Não que os gays não tenham outros atrativos, más vamos a um exemplo real: eu.
    Sou hetero, casada, tenho uma filha, formação superior, trabalho mediano e não me vejo retratada em nenhum personagem. Nunca me identifiquei em nenhuma trama.
    Pessoas normais e medianas não rendem bom enredo e acho que os gays tem sorte.
    Os heteros para se sobressaírem ou são maldosos demais, sofredores demais, chatos demais ou injustiçados de mais, ou seja: tudo o que tem de pior. Já os gays são retratados com pessoas divertidas, bem humoradas e que levam a vida como um passeio.
    Saindo um pouco das tramas de novela acho admirável sua postura. Acho legitima a luta dos homossexuais para garantir os direitos que deveriam ser naturalmente respeitados, más é tão bom encontrar pessoas que não conduzem a vida em função disso. Cheguei ao seu blog pelos seus textos., sua maneira de escrever pela forma leve e direta de falar de assuntos pesado, assuntos da alma humana e não da alma gay (ainda que assim o seja).

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